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Ibovespa vai para seu último pregão de 2019

A bolsa brasileira encerra oficialmente suas atividades nesta segunda-feira, tentando um último fôlego para recuperar os 117 mil pontos, emplacando alta superior a 8% em dezembro e 33% em 2019. O recente rali desta reta final, chegou a nos fazer sonhar com os 120 mil pontos, deixando a impressão de que as coisas foram fáceis até chegarmos aqui. No entanto, se olharmos para janeiro de 2019 e lembrarmos que o Ibovespa naquela altura, lutava para se manter na casa dos 90 mil pontos, conseguimos perceber o quanto avançamos ao longo do ano, neste e em diversos outros indicadores econômicos, nos dando assim esperanças de que 2020, será um ano ainda melhor.

Apesar da sensação de que as coisas poderiam ter saído um pouco melhor, principalmente no âmbito político, os dados econômicos, a se destacar: a manutenção da Selic em patamares mais baixos da história, a queda do desemprego, o aumento do consumo e a retomada da atividade industrial, não nos custaram o teto estabelecido para a inflação, o que representa uma grande vitória de toda a equipe econômica.

A reforma previdenciária levou mais tempo e capital político do que se esperava, impondo ao governo uma importante lição: Não se faz absolutamente nada sem o Congresso e as seguidas derrubadas de decretos e medidas provisórias de Bolsonaro estão aí para não me deixar mentir.

A incompetência de Onix Lorenzoni e demissão de Gustavo Bebianno, um dos principais articuladores junto a Rodrigo Maia, logo nos primeiros meses de governo, foi o estopim da primeira crise política entre Executivo x Legislativo, ficando a cargo de Paulo Guedes, uma maior aproximação com o presidente da Câmara. Por hora, parece ser o suficiente ao menos para a pauta econômica (que é o que mais nos interessa): Maia já sinalizou que a Reforma Tributária pode andar logo após o carnaval.

Já no campo dos “costumes”, as dificuldades seguem as mesmas.

Se por aqui, a percepção é de que o grosso do movimento de realização de lucros já se verificou, em Nova Iorque (que terá funcionamento amanhã) não se pode dizer o mesmo: Os principais índices seguem renovando suas máximas históricas como se não houvesse amanhã.

O boletim Focus e a divulgação dos dados do setor público de novembro são os nossos últimos destaques por aqui, enquanto a China divulga hoje seu PMI industrial e nos EUA, conheceremos o ISM (índice que mede a variação de preços pagos pelas empresas aos seus fornecedores) de Chicago para o mês de dezembro.

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