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Morning Call

Quarta-feira promete volatilidade com o exercício de opções nos contratos de índice

A quarta-feira é marcada pelo exercício de opções nos contratos de índice futuro, o que pode representar o último dia de maior volatilidade no ano, dentro da bolsa brasileira. Apesar do bonito rali verificado nos últimos dias, que elevaram o Ibovespa a romper seguidamente suas máximas históricas, a tendência agora é de uma diminuição gradual no volume de negociações em virtude da proximidade das festas de final de ano.

As apostas em torno da Selic, diminuíram o grau de agressividade quanto a novos cortes no primeiro semestre de 2020, com a divulgação da ata do Copom nesta terça-feira. Ainda assim, a sensação é de que está bom demais: a Selic baixa foi diretamente responsável pelo excelente momento da bolsa brasileira, bancada em boa parte pelos investimentos domésticos, o que ao menos para mim, é a grande notícia do ano.

Na indústria de fundos, que agora ultrapassa os R$ 5,5 trilhões, pela primeira vez observamos os Fundos de Ações captando mais recursos que os Fundos Multimercados, que foram os “queridinhos” de 2018. O investidor brasileiro amadureceu, alguns na dor é verdade, mas o 1,6 milhão de brasileiros na bolsa, dão claros sinais de que as coisas estão recém começando.

E todos se perguntam até quando durará o ciclo expansionista da economia americana, que após assustar ao longo do ano, começa a dar incríveis sinais de melhora, no que já é o maior ciclo de expansão contínua da economia dos EUA, desde a crise de 2008: 126 meses e contando!

Com Brasília já esvaziando, é difícil imaginar que algum ruído possa atrapalhar mais do que o verificado esta semana, com a confusa posição do governo sobre a CPMF. A repercussão pra lá de negativa, que freou um mercado ávido por deixar o jogo seguir, pode e deve ter servido de lição. Assim esperamos.

Coroando o ano que parecia não ser capaz de resolver duas das “broncas” responsáveis pela grande volatilidade nas bolsas, americanos e chineses começaram a ceder e finalmente parecem ter encontrado um tom para o diálogo belicoso com o qual se acostumaram e na Europa, a diplomacia venceu mais uma, ao impedir (por vias legais) o desatino de Boris Johnson em romper com a União Europeia, sem qualquer tipo de acordo ou compensação: Mais sorte do que juízo.

A venda da totalidade de sua participação em Marfrig por parte do BNDES foi o primeiro ato simbólico do nem tão novo presidente assim, Gustavo Montezano, indicando que esta parece mesmo ser a tônica para 2020: a desestatização de tudo o que for possível e viável.

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