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Closing Call

Ibovespa recupera 112 mil pontos em dia marcado por ata conservadora do COPOM

Uma ata do Copom mais cautelosa do que a esperada, abriu os trabalhos no mercado doméstico, fazendo retornar a sensação da maior parte das casas, de que o ciclo de cortes na Selic parece ter chego ao fim, ao menos momentaneamente. Ainda assim, o Banco Central não deu a questão por encerrada, podendo revisar seu posicionamento se a inflação assim exigir.

Sem maiores sustos ou falas desencontradas, o Ibovespa se viu livre, leve e solto nesta terça-feira, estabelecendo inclusive, sua nova máxima histórica: 112.615, ao fechar em alta de 0,64%, com volume financeiro de R$ 16,7 bilhões.

Já no fim da tarde, o Planalto afirmou que não fará mais comentários a respeito do retorno da CPMF. Cabe ressaltar que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a afirmar esta manhã, que o projeto não é bem-vindo na casa.

Resta saber se desta vez, a mensagem foi entendida pelo executivo.

O segundo velório (só em 2019) da CPMF empurrou os bancos, que subiram em bloco no pregão de hoje: Bradesco PN subiu 1,84%, Itaú, +1,52% e BB ON, +2,26%.

Os bons ventos vindos da Europa, o aparente cessar fogo entre Trump e Xi Jinping e a perspectiva de upgrade do rating do brasileiro em um cenário de médio prazo, continuam fornecendo fôlego para o rali de fim de ano, que dá indícios de que pode ir ainda mais longe.

A alta do petróleo, que começa a retomar parte das perdas verificadas ao longo dos últimos meses favoreceu os papéis da Petro: Petrobras PN subiu 1,50% e Petrobras ON, +1,38%.

Nesta quarta-feira o rali promete fortes emoções com o vencimento de opções dos contratos de índice futuro.

Para fechar, o dólar deu um tempo em suas quedas sucessivas e ao que tudo indica, sofreu alguma realização: Na máxima intraday, chegou a buscar R$ 4,0777 e ao longo da sessão, zerou os ganhos para o fechamento, cotado a R$ 4,0646 (+0,06%).

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