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Morning Call

Ata do Copom e produção industrial americana são os destaques desta terça-feira

Após iniciar a segunda feira rompendo os 113 mil pontos, o Ibovespa virou o jogo após o almoço, quando se encerrou o horário limite para exercício de opções e quando Bolsonaro resolveu reviver a CPMF, que para o mercado, já era dada como águas passadas.

O tema, que foi o ponto de ebulição que culminou com a demissão do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, voltou à pauta do presidente no início da tarde de ontem, ao comentar que “todas as alternativas estão na mesa” em relação ao imposto, afirmando ainda que a medida só seria adotada como forma de substituir outros tributos e que a reação da sociedade será determinante.

À noite, o porta-voz da Presidência, Otávio Rego Barros, confirmou que a possível volta da CPMF “eventualmente pode estar sendo analisado”. No pregão de ontem, possivelmente os bancos foram os mais impactados, impedindo o índice de surfar o otimismo dos mercados globais com o “cessar fogo” na Trade War e o indicativo de fim da novela Brexit, após vitória esmagadora dos conservadores no Reino Unido.

O Ibovespa encerrou em queda de 0,59% aos 111.896, o dia ao menos serviu para marcar nossa nova máxima histórica no intraday: 113.196

O ambiente favorável ainda contava com a queda do risco Brasil para os 96 pontos, o que não víamos desde 2009, além da queda expressiva do dólar, que ontem encerrou o dia nos R$4,06 em baixa de 1,11%.

Hoje, o destaque fica por conta da produção industrial americana do mês de novembro, divulgada às 11h15min e a expectativa é de que ocorra uma reversão na queda de 0,8% em outubro, desta vez para uma alta de 0,8% em novembro. Serão conhecidos também, indicadores de moradias novas (com construção iniciada em novembro) e o relatório Jolts, relatório mensal sobre ofertas de emprego nas áreas comercial, industrial e de escritório dos Estados Unidos, que inclui todas as vagas que ainda estão abertas no último dia útil do mês.

Também é dia de divulgação da ata do COPOM e a expectativa é de que se encontre algum indicativo a respeito da continuidade ou não, da política de cortes na Selic em fevereiro próximo.

Portanto, no cenário interno, duas perguntas permeiam o imaginário do investidor brasileiro: Se Bolsonaro realmente pretende emplacar a volta da CPMF e se ainda há espaço para um novo corte em nossa taxa de juros básica.

É o que, provavelmente, descobriremos nas próximas horas.

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