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Closing Call

Fantasma da CPMF faz Ibovespa fechar em queda nesta segunda

Após abrir o dia com a excelente boa notícia para os chineses, que viram sua produção industrial e dados de varejo aumentarem além das projeções, somado ao cenário de paz em relação aos conflitos da trade war e de proximidade com o fim da novela Brexit, tudo indicava para mais um dia alta tranquila no Ibovespa.

No início do pregão tudo se encaminhava para um dia de alta na bolsa e baixa no dólar, até que no início da tarde, já perto do fim do horário limite do exercício de opções, o presidente Jair Bolsonaro resolveu ter o seu momento “Trump”, como uma declaração sem pé nem cabeça.

O presidente afirmou não descartar a volta do imposto sobre movimentações financeiras, a famigerada CPMF: “Todas as alternativas estão na mesa” se limitou a dizer o presidente.

A fala por si só já seria desastrosa: primeiramente por ter sido o pivô da demissão do secretário Marcos Cintra e segundo, por ser um verdadeiro suicídio político, tendo em vista que Rodrigo Maia e demais lideranças da Câmara, já afirmaram diversas vezes, que a matéria já nasce morta por lá.

Para piorar, na quarta-feira ocorre o vencimento de opções sobre o índice Bovespa.

Por falar nele, o Ibovespa, o índice fechou em queda de 0,59%, aos 111.896 pontos, e forte volume financeiro de R$ 34,4 bilhões. Lá fora, vimos a sequência de euforia nas bolsas de NY, comemorando os fatos já mencionados, com a “benção” de nenhuma fala desmiolada, ao menos por hoje. O índice Dow Jones subiu 0,35%, o S&P 500 fechou em alta de 0,71%, e o Nasdaq acelerou 0,91%.

O dólar à vista fechou em queda de 1,11%, cotado a R$ 4,0620.

É nítida a calmaria do ambiente internacional com a “cinta mais frouxa” depois do pré acerto entre EUA X China e a vitória do amalucado premiê britânico nas eleições da semana passada.

O risco país caiu abaixo dos 100 pontos e a afirmação, agora do JP Morgan, de que o rating brasileiro deverá ser elevado em 2020, nos dá mais esperanças de que o capital estrangeiro se veja mais uma vez seduzido pelo Brasil, apesar de não oferecermos mais, os encantos dos juros altos.

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