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Morning Call

Após acordo inicial com EUA, economia chinesa volta a mostrar força

A semana inicia com o surpreendente aumento de 6,2% na produção industrial da China, o número se refere ao crescimento verificado no mês de novembro em relação a outubro. A expectativa era de um crescimento de 5%.

As vendas no varejo também vieram acima das expectativas: 8% ante os 7,6% previstos em igual período.

Muitas autoridades falaram no final de semana sobre a assinatura do acordo que promete uma trégua momentânea na guerra de tarifas de ambos os lados. Do lado americano, Robert Lightizer, representante comercial dos EUA, estimou que a China aumente em US$ 32 bilhões , suas compras de produtos agrícolas nos próximos dois anos.

Já o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, enfatizou os benefícios do acordo não apenas para os EUA, mas para o mercado global como um todo, estimando a assinatura do acordo preliminar para o início de janeiro.

O mercado parece ainda escaldado, considerando o histórico de reviravoltas e não cumprimento de suas promessas de ambos os lados. Também está no radar, o fato de que alguns dos pontos mais polêmicos das discussões, não receberam nenhuma sinalização de que sequer foram discutidos: o roubo de propriedade intelectual, os subsídios estatais chineses indiretos e a ambição oriental de domínio tecnológico através do 5g.

Talvez por isso, a China trabalhe com um discurso que apesar de otimista, demonstra cautela. No final de semana, o governo se limitou em informar que estão adiadas as aplicações de tarifas punitivas aos EUA, inicialmente planejadas para automóveis e outros produtos fabricados nos EUA. No comunicado, a China fez questão de ressaltar que não abre mão da igualdade e do respeito mútuo, para que se possa avançar no desenvolvimento estável das relações.

No longo prazo, dificilmente as duas potências consigam escapar de entrarem novamente em rota de colisão, uma vez que a intenção de recuperar a hegemonia econômica por parte da China, é declarada. A intenção americana em fazer de tudo o que estiver ao seu alcance para impedir a supremacia chinesa, também.

De qualquer forma, no curto prazo, os mercados tendem a digerir melhor o acordo nos próximos dias, o que deve aumentar sobremaneira o otimismo com dias melhores.

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