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Closing Call

Bolsas americanas e brasileira atingem novas máximas históricas com iminente acordo entre EUA X China

Um divórcio não é um divórcio, até que ambas as partes assinem sua intenção e o mesmo vale, ao menos oficialmente, para os casamentos.

Mas para o mercado financeiro e suas particularidades, o “só falta assinar”, parece ter sido suficiente para dobrar as apostas em torno da conclusão, com final feliz, da longa e enfadonha novela em que se transformou a assinatura do acordo comercial entre EUA X China. A notícia era o gatilho que faltava para que as bolsas disparassem em todo o mundo, cumprindo a quase infálive previsão do rali de final de ano.

Em Nova York, o S&P 500 (+0,86%) e o Nasdaq (+0,73%) fecharam em novas máximas históricas, enquanto o Dow Jones subiu 0,79%. Por aqui, a animação foi ainda maior para o Ibovespa, que fechou acima dos 112 mil pontos, a 112.199,74, em alta de 1,11%, com volume financeiro forte, de R$ 21,6 bilhões.

É verdade também que tanto o comunicado do Copom, deixando em aberto a possibilidade de mais cortes de juros, e a confirmação de que a S&P elevou para positiva a perspectiva do rating brasileiro e de várias companhias negociadas em bolsa, deram um empurrãozinho extra.

As companhias varejistas emplacaram maiores altas do índice, surfando o oceano com bons ventos e boas notícias: Lojas Americanas, +6,03%; e B2W Digital, +5,23%.

Já a Via Varejo, foi um verdadeiro teste para cardíaco: a companhia, que chegou a ser negociada na máxima a R$ 11,18, entrou em queda livre já próxima do fechamento, com a informação de que o Comitê de investigação encontrou falhas de controles internos que podem resultar em erros contábeis, fechando o dia na mínima de R$ 10,00 (-3,10%).

Outro destaque, a MRV (+6,16%) se beneficiou da captação de R$ 90 milhões da primeira oferta do FII da Luggo. As siderúrgicas talvez tenham sido as mais afetadas e beneficiadas com o provável fim da fase 1 da trade war: Usiminas (+4,03%), CSN (+3,22%), Gerdau (+1,76%) e Vale (+2,16%).

O “mural da vergonha” foi encabeçado pela Sabesp (-3,35%), depois de ver frustrada sua expectativa para a votação da Lei de Saneamento Básico ainda em 2019.

A JBS (-0,79%) recuou após anunciar 15 dias de férias coletivas em 11 abatedouros no MT, MS, GO, BA, TO, RO e PA. Além disso, o follow on dos ativos da JBS que estava previsto para dezembro, foi adiado para janeiro, visto que o BNDES fará a mesma operação com os papéis que detém da Marfrig Global Foods (-1,17).

Outro reflexo da iminência do acordo na Trade War, foi a acentuada queda do dólar diante das moedas emergentes. Aqui, o dólar bateu a mínima de R$ 4,0858, para ainda fechar abaixo de R$ 4,10, a R$ 4,0935 (-0,62%), buscando novo patamar com o cenário de maior calmaria entre americanos e chineses.

Mas nunca é demais lembrar: Ainda falta assinar, e quando a caneta pertence a Donald Trump, tudo pode acontecer, inclusive nada.

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