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Closing Call

“Super quarta” não empolga diante de indefinições na Trade War

No morning call de hoje, comentamos o efeito de frenagem ou aceleração, provocadas pelas indefinições na Trade War, nesta reta final de 2019, já que uma boa parte dos indicadores estão sobre a mesa, e as reuniões de FED e COPOM amanhã, não devem trazer maiores novidades.

Pois hoje, o mercado parecia com o freio de mão puxado, com as bolsas oscilando entre o “agora vai” e o “ainda não”: Pela manhã, o Wall Street Journal publicou que o prazo de 15 de dezembro para a imposição de tarifas à China poderia ser adiado, mas o assessor da Casa Branca, Larry Kudlow não confirmou, se limitando a dizer que “a realidade é que a questão das tarifas ainda está sobre a mesa”. As bolsas em NY fecharam em leve baixa: Dow Jones, -0, 10%; S&P 500, -0,11%; Nasdaq, -0,07%.

Na bolsa de São Paulo, a queda foi um pouco mais expressiva, com a participação das “páginas policiais” pesando para algumas companhias: o Ibovespa perdeu os 111 mil pontos e fechou em queda de 0,28%, aos 110.672,01, volume de R$ 17,1 bi.

O destaque negativo do índice, ficou por conta da Gol PN (-4,61%), após mandatos de busca e apreensão nos estados de SP, RJ, BA e DF, no âmbito da nova fase da operação Lava Jato.

Já a PF e o Ministério Público Federal (MPF) investigam pagamentos suspeitos na ordem R$ 132 milhões da Oi para empresas de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, respingando também para a Telefônica (-0,32%).

A JBS (-2%) sofreu em dobro: o MPF acusa a companhia de corrupção e solicita a devolução de mais de R$ 21 bilhões ao BNDES e para completar a obra, a PF cumpriu mandados em operação que investiga pagamento da companhia a fiscais sanitários.

Na ponta de cima, Gerdau (+2,03%) foi a maior alta do índice, após elevação de seu preço alvo pelo Bradesco BBI com a Gerdau Metalúrgica (+2,03%) indo na carona.

A divulgação por parte da associação da indústria, que informou o alcance recorde de 1,8 milhão de toneladas de carne bovina em 2019, alavancou a alta da Marfrig (+2,94%).

Em meio à semana de FED e COPOM, o dólar interrompeu sua série de pregões em queda para ajustes hoje, chegando à máxima de R$ 4,1515, para fechar cotado a R$ 4,1488 (+0,47%).

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